quinta-feira, 6 de junho de 2013
Domingo fiz anos, mas não quero que me dêem os parabéns.
Não, de todo. Honestamente, o dia de anos (assim como a passagem de ano) serve-me apenas para uma coisa: olhar seis meses para trás e analisar aquilo que fiz e aquilo que cresci como pessoa. Ter nascido no início de Junho ajuda a balançar a análise. Nunca levei aniversários muito a sério, provavelmente porque, no que toca à minha vida, não gosto que outras pessoas dêem demasiada importância a coisas que a mim me dizem pouca.
Já há muito que escondo o meu aniversário de redes sociais de modo a evitar a torrente de parabenizantes que, muito provavelmente, não se lembrariam de mim no resto do ano. A razão principal, no entanto, é o gesto mecânico que parece vir acoplado a essa acção. Qual passa a ser o significado? Qual passa a ser a mensagem? Não vou agradecer a alguém por se ter lembrado, uma vez que tal não foi o caso. Prefiro que apenas meia dúzia se lembre genuinamente do que duas centenas sejam lembradas pelo lembrete do Facebook. Aos meus olhos, o aniversário de alguém que gostamos é um óptimo pretexto para lembrarmos essa pessoa disso mesmo e lhe desejarmos bem. Afinal, são esses mesmos que acabam por contar.
Mas, não fugindo ao título, este ano estou, pela primeira vez em muito tempo, a anunciar publicamente o meu aniversário. Estou a fazê-lo exactamente porque não quero que me dêem os parabéns. Quero antes que, caso gostem de mim e o quiserem mostrar, optem por me ajudar a juntar dinheiro para a minha viagem, uma vez que estou a menos de ano e meio de a começar. Já tinha falado disto anteriormente e hei-de o voltar a fazer várias vezes até Outubro de 2014 - quando parto efectivamente para Moscovo.
Em vez de me darem os parabéns, comprem o meu livro. Se já o fizeram, por favor sugiram-no a alguém que achem que iria gostar de o ler (está à venda na minha loja e na FNAC do Chiado). Nesse âmbito, se conhecerem alguém que o possa promover de alguma forma, por favor digam-me. Estaria mais do que disponível em enviar cópias promocionais (ou, eventualmente, oferecer-me como cronista).
Para além do livro, caso gostem de hardcore ou punk rock, passem os olhos n'A Loja do André. Tudo o que tenho é para despachar, uma vez que a prioridade está na viagem. Por fim, mandei fazer há tempos as t-shirts abaixo numa parceria com a Juicy Records. O design é tirado de um sinal que eu vi em Philadelphia, quando lá estive em 2011 e há três cores disponíveis (preto, vermelho e verde). Qualquer ajuda é bem vinda, e muito mais valiosa que qualquer desejo de parabéns, por mais bem intencionado que seja. Obrigado!
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